Pintura digital

Mostra de trabalhos feitos com ou sem o auxílio de tablet (mesa digitalizadora). O expressionismo se destaca no conjunto da obra. Sou um artista fundamentalmente figurativo, gosto de retratar várias realidades pelos olhos dos meus personagens.

É retratado um sábio ou um guia. Figura mitológica, arquetípica que aparece constantemente em meus trabalhos. Data de criação da pintura: julho de 2006 Meu rosto de bola! Meu olhar perdido! Minha face derretida, em um mar de lágrimas ácidas! Minhas pernas grossas, com ar de deformação... Minha barriga flácida, meus seios caídos! Meu coração ardendo, de dor ferido! Minha imagem deformada diante do espelho de minha mente! Os meus pés cansados por uma caminhada não recompensada! Meus pés sujos de meu próprio sangue! Meus pulsos abertos! Meus dedos calejados! Meu monstro interior se impondo em meu outro lado! Em meu eu, em minha realidade irreal! Minha deformação mental que agora é exterior e real! Poema de: Jacy Cardoso Pintura criada em: janeiro de 2007 As asas deixaram teu corpo Caíste em desgraça Reencarnaste a mortalidade Regressaste à maldade No castigo, aprendes a andar Entre tanta obscenidade A viver sem asas Olhas as roupas sujas Onde antes vivia o imaculado Os farrapos sobejam Estranhas o chão Já voaste um dia Agora és apenas… Um anjo caído Poema de: Kadu66 Pintura criada em: setembro de 2006 Ah, Palhaço ... (ou O Espetáculo Não Pode Parar!) Tu que se pintas Faz arte, brinca Tens em teu coração Sempre presente a emoção De que a esperança Dentro de ti dança E do sorriso pintado Atrás do palhaço animado O homem amargurado Pelo amor machucado Ao poeta busca Em forma de fuga Para poder se encontrar Poder amar... E ser amado Com carinho consolado Ter teu peito afagado Por ela, que nem sabes quem é Mas a ti, palhaço, faz tremer da cabeça ao pé E o espetáculo não pode parar Há de se fazer rir, Ferido ou com o peito a amar O espetáculo não pode parar. Autor do poema: Fabrízio Stella. Pintura criada em: setembro de 2006
O guia Única obra em acrílico Anjo caído Palhaço sem graça
Quando tocas em mim Eu canto de prazer, Me alegro de cantar... Porque somos o som O resto é silêncio! A parte que te toco é música, A parte que me cabe é voz... Porque somos canção O resto é aplauso! Poema de: Narcélio Lima - Caucaia – CE Pintura criada em: junho de 2006 Alex, Personagem interpretado pelo excelente ator Malcolm McDowell no magnífico filme de Stanley Kubrick. O filme é baseado na obra de mesmo título do escritor Anthony Burgess, e possui como temas o livre arbítrio e a violência juvenil. Data de criação da pintura: julho de 2004 Eu quero muito lhe falar, as palavras fogem. Qualquer uma pode construir ou derrubar. Perdida entre coloridas flores, uma melhor se destaca pra expressar, aí vejo outra tão bela e fico na dúvida. Na vontade do doce, um parece mais gostoso que outro. E ainda acharei a frase certa, pra depois ensaiar, e enfim tocar teu interior e te mover. Antes minha garganta estava seca, agora resolvi falar pra transgredir e por do avesso. Comunicação é coluna, é pilar... Agora o sentimento, sabe? Aquele lá... que seria um substantivo abstrato? Tem vida própria e é voluntarioso, expandido em flor, em fogo, fica voluptuoso e só será possível mostrar! Sem palavras! Só se você quiser... Só se você deixar... Poema de: Elisa Maria Gasparini Torres www.emgari.zip.net Data de criação da pintura: ‎setembro‎ de ‎2006
Casal Cavaleiro fantasia Laranja mecânica Comunicação
Nossos corpos além do desejo... Nossos lábios que tocam a pele quente e arrepiada... Mãos vorazes que exploram pontos sensíveis, Carícias quentes que nos levam ao delírio. Bocas que sussurram, lábios que beijam Línguas que arrancam suspiros e que levam à loucura... Eu, você... uma paixão envolvente, Um desejo que nasce de dentro do corpo E que aflora através da pele, um desejo que entorpece Que leva os nossos pensamentos para um lugar distante, Um sabor de pele suada, um gosto de você na boca... Um querer estar presente mesmo estando ausente Um jeito faceiro de fazer amor, de envolver... A vontade louca de sentir você, O desejo inebriante de sentir seu toque As mãos que buscam seu corpo em meio aos lençóis... O corpo que treme, a voz que geme, grita. E finalmente ... nossos corpos saciados de prazer.... www.lilianpoesias.net Data de criação da pintura: ‎outubro‎ de ‎2003 Anjo no corredor da morte Querida criança de mim, Hoje soube que existes. Apenas para ouvir que estás no corredor da morte. Sem tentar ou cometer crime. Negado julgamento ou apelo. Querida criança de mim, Tua voz jamais será escutada. Somente uma pena de morte. Forma de execução: sucção. Recusado o direito a ritos fúnebres. Querida criança de mim, Incarnando injustiça, Privada da dignidade de um nome. Alma para morrer antes de ser nascida. Restou-me pedir um adiamento da sentença. Querida criança de mim, Lágrimas são derramadas por ti, Mas nunca ninguém te beijará, Teu pai amar-te-á sempre. Querida criança de mim, é Deus cego? Poema de: M. Daedalus Pintura criada em: outubro de 2003
Conchas Corpos Corredor Devaneio
A amizade é assim mesmo, feita de idas e vindas, a vida une, o caminho do homem separa, somos todos um em caminhos entrelaçados. Data de criação da pintura: julho de 2004 Eu vou apertar seus narizes com o meu alicate. Vou bater em seus peitos com o meu pequeno martelo. Vou quebrar levemente suas cabeças com a minha marreta. Ferreiro Plog, diálogo do filme de Ingmar Bergman, O sétimo selo (1957) Pintura criada em: setembro de 2006
Dorso pintado Ego Encontro de amigos Furioso
Pierre Gringoire - personagem do livro "O Corcunda de Notre Dame" de Victor Hugo. Trecho do livro: "Feliz barqueiro!", pensou Gringoire, "Você não busca a glória. De que lhe importam os reis que se casam e as duquesas da Borgonha? Você não conhece outras margaridas além das que planta em seu gramado. Já eu, poeta, sou vaiado e tremo de frio. A sola de meus sapatos é tão transparente que poderia servir de vidro para sua lanterna. Obrigado! Sua cabana descansa minha vista e me faz esquecer de Paris! Pintura criada em: outubro de 2006
Máscara de gás O grande olho Gringoire Máscara do mal
Feto Eu não sinto E sinto. É frio! Quero colo. Olho pra frente E não quero enxergar. Choro. Sinto E não sinto. Poema de: Rosely T. Sales Data de criação da ilustração: outubro de 2003
Morte-vida Orc alvejado Pássaros Peixe
Meus espinhos Horizonte interior Polvo Retrato cubista
Simplesmente Mulher Mulher, mãe, amante e esposa Simplesmente mulher Não a Amélia, Mas uma mulher que sonha Como outra qualquer do planeta Não a Tereza da praia, Mas a mulher que ama para sempre Fiel aos seus princípios: O amor é pra sempre... "infinito enquanto dure..." - como diria - o grande Vinicius de Morais Mulher, aquela mulher, mãe, amante e companheira aquela mulher, leoa que sai para caçar alimentar seus filhos e satisfazer seu macho Mulher de fibra, que não aceita traição, mentiras ou ilusão Mulher, mãe e esposa... Amiga até que a morte os separe, Idiota, não, Apenas mulher. Poema de: Luiza Maria da Silva Pinto Moura, Belo Jardim - PE Data de criação da pintura: outubro‎ de ‎2004
Simplesmente mulher Graphic novel Duas caras Sanatório
Guia espiritual, médico, detentor de poderes sobrenaturais. A sua força flui da natureza, plantas e animais. Exerce o poder político e orienta o destino de seu povo. Data de criação da pintura: outubro de 2003 "Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz." Poema de: Clarice Lispector Data de criação da pintura: agosto‎ de ‎2005
Xamã Sol Pesadelo Sorriso
Tememos a loucura e a alienação, mas por quê? Uma resposta simples não existe, mas talvez possamos comentar sobre a origem desse medo. Nós como seres biológicos, extremamente dependentes da nossa herança como espécie, agimos no limite em que o instinto animal permite. Toda e qualquer tentativa de se desvincular da evolução e de nosso potencial sensorial nos torna menos humanos. O que seria da razão sem a paixão? Ou melhor, o que seria da vida sem as paixões? Sendo paixão, neste contexto, definida como a força motivadora de toda e qualquer ação, seja ela moral ou não. A vida no universo conhecido, sob a ótica cientifica, é movida por paixões ou pela força, ímpeto inicial que desencadeia eventos sem precedência. Não seria o cosmos um efeito da paixão? Alguém poderia contestar este pensamento e dizer que os astros não são dotados de paixões. Mas estão em atividade, verificada pela liberação de energia e simplesmente devido às "leis da físico-química", leis estas que apenas são e não possuem um criador dotado de paixão que iniciou a dança do universo. Mas não podemos refutar esse pensamento apenas pela lógica aristotélica ou pela ciência da dedução, pois não conhecemos o que se encontra no limiar do cosmos, até o momento podemos viver apenas com especulações. E como seres dotados de sentir e capazes de se apaixonar, tememos perder o controle quando verificamos comportamentos e atitudes incompatíveis com a normalidade que a socialização nos impõe. Controle é uma palavra fundamental para que a paz reine. Não existe paz interior ou estabilidade social sem controle, por isso a sociedade afasta os dementes do convívio social, para que não sejam "contaminados" por perspectivas não cartesianas e não ortodoxas. Este tema realmente nos amedronta, pois a loucura é imprevisível e pode assumir diversas formas. Pintura criada em: março de 2004
Sushi Símbolo tribal Urbana Distúrbio mental
Quando eu pego nas carnes do meu rosto Pressinto o fim da orgânica batalha: - Olhos que o húmus necrófago estraçalha, Diafragmas, decompondo-se, ao sol posto... E o Homem - negro e heteróclito composto, Onde a alva flama psíquica trabalha. Desagrega-se e deixa na mortalha O tato, a vista, o ouvido, o olfato e o gosto! Carne, feixe de mônadas bastardas. Conquanto em flâmeo fogo efêmero ardas, A dardejar relampejantes brilhos. Dói-me ver, muito embora a alma te acenda, Em tua podridão a herança horrenda, Que eu tenho de deixar para os meus filhos! Poema de: Augusto dos Anjos Data de criação da ilustração: setembro de 2006    
Apóstrofe à Carne Cartão de Natal